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Como evitar fraudes em transações imobiliárias?

Por TERKA ENGENHARIA em 06/10/2019
Como evitar fraudes em transações imobiliárias?

No segmento de Engenharia de Avaliações, que envolve as avaliações imobiliárias e patrimoniais, consiste em uma prática muito importante o fato de a vistoria e a avaliação final dos imóveis, terrenos ou bens não serem realizadas pelo mesmo profissional.

O motivo é simples e crucial para qualquer negociação: evitar fraudes e corrupção. Só para se ter uma ideia, trouxemos alguns exemplos de fraudes comuns na avaliação imobiliária e patrimonial que podem ocorrer durante uma vistoria:

  • Coleta de elementos viciados, que não pertençam ao mercado do bem a ser avaliado;
  • Restrições de zoneamento não consideradas ou não informadas;
  • Localização distorcida (não informar se está próximo à uma área de risco ou se será desapropriado, etc);
  • Informações quanto ao padrão construtivo ou mesmo dimensões do imóvel;
  • Análise de vocação, ou seja, a análise que verifica quais usos o imóvel abriga, realizada de forma indevida;

 

Então, como evitar fraudes nas avaliações imobiliárias?

Antes de mais nada, vamos demonstrar como uma situação de fraude pode causar prejuízos exorbitantes para as partes envolvidas:

No mercado de garantias, por exemplo, um empresário procura o gerente de um banco e solicita um empréstimo de R$ 5.000.000,00 milhões. No ato, ele é informado que o banco, para emprestar tal quantia, pede que seja apresentado um imóvel que valha mais de R$ 5.500.000,00 milhões como garantia.

O empresário, então, afirma que possui um apartamento no Guarujá com esse valor. O banco, por sua vez, contrata uma empresa de confiança para realizar a avaliação imobiliária e dar continuidade no processo.

Durante a vistoria, é constatado que o valor do imóvel não chega aos R$ 5.000.000,00 milhões, porém o interessado no empréstimo pressiona o profissional (podendo, no limite, inclusive oferecer alguma quantia como suborno) para que o vistoriador avalie o imóvel pelo valor solicitado pelo banco, que cede e recomenda ao banco que o empréstimo está garantido.

O banco, então, libera R$ 5.000.000,00 milhões por um imóvel que não vale tal quantia. Consegue imaginar o risco? É exatamente por isso que o profissional que vai a campo, o vistoriador, não é a pessoa recomendada para efetuar o fechamento e definir os valores de mercado de uma avaliação imobiliária ou patrimonial.

Em uma empresa que preze por uma melhor prestação de serviços, qualidade e segurança no atendimento, as informações coletadas na vistoria, são conferidas com o banco de dados da empresa por outro profissional, que validará as informações e realizará o tratamento matemático e estatístico das informações levantadas, para que o valor alcançado seja o mais próximo da realidade, buscando com isto, trazer a máxima segurança da informação que irá subsidiar importantes valores em uma operação de crédito.

E essa regra vale para avaliações no crédito imobiliário, em operações de garantias do tipo “home-equity”, de revendas de carros, insumos agrícolas, entre outros. Além disso, outras formas de evitar fraudes incluem um amplo e confiável banco de dados, procedimento rígidos em cada etapa de confecção do trabalho e, obviamente, uma postura ética e idônea dos responsáveis da empresa, estrito compromisso com a verdade e uma política de reconhecimento calcado na meritocracia.

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